O livro-blog (ou blog-livro) do Cabeça

25/11/2009

Eu já cheguei a comentar que meu irmão (irmão de fato, mesmo pai e mãe) já escreveu um livro? Pois é, um romance policial que eu nunca li simplesmente porque o desnaturado nunca me mandou o pdf.

Mas falei disso só pra avisar que esse blog ganhou um link novo, é meu irmão postando aos poucos o livro dele, “Recomeço”. Não posso recomendar como boa leitura, porque ainda não li (sim, eu fiquei ressentido dele jamais ter me mandado o livro, sou recalcado, ora bolas) mas peço que vocês dêem uma passada por lá, prestigiem o Cabeça e seu blog, o Recomeço.

Quando vocês visitarem o blog, aproveitem para encher o saco do Cabeça pra ele voltar a escrever sobre futebol. Ele tinha um blog sobre o assunto que me renderam boas risadas e ótimas discussões, mas sem explicação deixou o blog abandonado lá.

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Fernanda Young salvou a Playboy

11/11/2009

A primeira vez que vi Fernanda Young foi no Jô Soares. Achei a escritora uma pseudo-intelectual que posa de “garota que foi rebelde na juventude e hoje é mulher libertária”. Não gostei do jeitinho arrogante dela e da pretensão dela em afirmar o quão inteligente ela era. Depois desse meu primeiro contato ainda pude ver uma edição do “Saia Justa” no tempo em que ela era do elenco do programa, e ler uma entrevista de Fernanda e seu marido, Alexandre Machado, em uma revista que eu não lembro bem qual era. Nada que mudasse a imagem que eu tinha dela.

Quando eu soube que Fernanda Young seria a capa da Playboy de novembro eu pensei, “Marge Simpson na edição americana, Fernanda Young na edição brasileira e com isso a Playboy se joga na sua própria sepultura.” Sim, sepultura. Sepultura criada com um padrão de beleza perfeito demais, artificial demais. Não vejo uma Playboy americana há alguns anos, mas a brasileira virou um desfile de mulheres absolutamente perfeitas em seus silicones, corpos esculpidos em academias e retocados no photoshop. Perfeitos demais para sequer parecerem reais.

Que fique claro, não sou contra a mulher sarada e siliconada, mas não consigo ver graça em uma mulher perfeita. Mulher tem que ter defeitos. Uma dobrinha ali, uma celulite aqui, uma barriguinha acolá. A dimensão humana da mulher está nessas pequenas imperfeições. Não há nada como o molejo de uma mulher com uma bunda bonita e um culotes discretos. Querem saber mais? Acho lindo quando uma mulher levanta os braços e mostra as axilas nuas, mesmo que elas não estejam perfeitamente depiladas.

Foi nessa que eu fiquei babaca quando vi as fotos de Fernanda Young na Playboy.

Existe uma produção? Sim. Chamaram o Bob Wolfenson, que ao lado do J.R. Duran é um dos maiores fotógrafos da história da Playboy, tem uma temática meio bondage meio sei lá o que, Fernanda aparece escrevendo umas bobagens em uma das fotos. Contudo, foi um dos ensaios mais autênticos que eu vi nos últimos anos.

Fernanda Young aparece nua e despojada em algumas fotos em que é possível ver uma discreta dobrinha. Os seios dela não apontam para o céu como o da maioria das mulheres das últimas capas, mas mostram a idade que têm. Em algumas aparece em fotos absolutamente a vontade, sem parecer que faz uma pose em que sua bunda seja valorizada. Há uma foto especialmente bonita em que Fernanda aparece com a mão por dentro da calcinha, como se coçasse ou escondesse a bunda. Talvez uma das fotos mais bacanas em erotismo subjetivo que eu já tenha visto.

Mas o mais impressionante são os pelos pubianos dela. Não descuidados como uma Vera Fischer ou Claudia Ohana, mas longe da estranha assepsia da depilação total, ou do irritante “bigodinho de Hitler”. De novo, não tenho nada contra as mulheres que se depilam, mas é muito bom ver na Playboy uma mulher com pelos tão…sinceros. Fernanda Young tem pentelhos, senhoras e senhores, belos e sinceros pentelhos.

Continuo tendo a mesma opinião sobre Fernanda Young. Mas serei eternamente grato por ter nos brindado com tão belo ensaio. É possível que essa moçada acostumada a mulheres de plástico não ache a menor graça, mas não tenho a menor dúvida que vai ter muito marmanjo atendendo as expectativas da escritora.


Desculpa aê

05/11/2009

Dando continuidade a série de pedidos de desculpas e uma tentativa de voltar a postar com alguma frequência, eu preciso contar uma história que começou aqui no blog.

No dia dos pais eu escrevi um post meio catártico e o Tom deixou um comentário interessante, que terminava com uma frase ainda mais interessante:

“…me coloco aqui, dizendo que vc agora vai ter que esperar seu presente no dia 12 de outubro!”

Eu sou um tremendo pidão, então fiz questão de cobrar pessoalmente o Tom. Já tinha até esquecido, quando no último dia 14 de outubro ele me ligou fazendo questão que eu o encontrasse naquele dia, mesmo que por alguns instantes.

E olha só o que ele me entregou:

Embrulho

O embrulho não é azul a toa.

Presente

Azulão.

Ele disse que ficou na dúvida, mas preferiu escolher o óbvio. O Tom me conhece, sabia que eu ia gostar, o Super-Homem sempre foi meu herói favorito.

(Apenas me perdoem a qualidade das fotos. Sou um péssimo fotógrafo com a mais moderna das câmeras, com o celular sou uma hecatombe.)

Eu queria ter postado sobre o presente ainda na semana que o recebi, mas fiquei enrolado e acabei não fazendo. Antes tarde do que nunca.

Obrigado Tom, e desculpa por ter demorado tanto a postar a respeito aqui no blog. Se eu tivesse mais uns quinze leitores a probabilidade de algum deles te achar um picareta seria grande.

(A propósito, estou pensando em sair do armário Nerd e colocar o boneco na minha mesa do trabalho. Opiniões, por favor.)