A Maratona do Oscar 2013

14/01/2013

Como já é uma tradição, eu vou ver os filmes indicados ao Oscar desse ano.

Tradição que tem três anos, na verdade. No primeiro ano, o Leitor Oculto sugeriu e Tom e eu topamos ver os filmes indicados ao Oscar de melhor filme. No ano seguinte decidimos expandir um pouco e vimos todos os filmes mencionados nas seguintes categorias: filme, diretor, ator e coadjuvante, atriz e coadjuvante, roteiros originais e adaptados, montagem e fotografia.

Esse ano fomos mais ousados e decidimos incluir na lista anterior figurino, direção de arte, maquiagem, efeitos visuais e filme estrangeiro.

São 32 (trinta e dois, isso mesmo) filmes para ver em 46 dias (período que vai do dia da indicação ao dia da premiação). Ok, alguns desses eu já tinha visto, foram lançamentos do último verão americano, ou mesmo filmes que chegaram por aqui agora.  A lista de todos os filmes que vou assistir está aqui, numa planilha que eu montei de todo o coração para quem quiser usar como guia.

A grande alegria desse ano é que a maior parte dos filmes indicados nas categorias principais poderiam ser vistos no cinema, que é lugar de ver filme.

Bem, na lista aí eu já tinha visto Os Vingadores, Prometheus, Skyfall, O Hobbit, Espelho Espelho Meu e As Aventuras de Pi no cinema, antes mesmo de sair a lista de indicados.

Aí assim que saiu a lista, eu me antecipei em ver os filmes que já estavam em cartaz ou que já tinham saído das salas. Então entre o dia 10/01 e o dia 17/01, eu pretendo ver 12 filmes. No momento em que publico esse post, já foram seis.

Ao longo da maratona eu devo escrever sobre um filme ou outro. Até gostaria de escrever sobre todos, mas umas porcarias tipo Branca de Neve e o Caçador não merecem o esforço. Mas prometo que, se não escrever sobre cada um individualmente, faço um texto falando de cada um dos nove indicados a melhor filme.

Agora vocês me dão licença, porque eu tenho uns filmes pra assistir.

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As sinopses óbvias

09/01/2013

Ainda sobre O Som ao Redor, me peguei pensando no quão óbvia a sinopse que foi veiculada é. Imagina se a moda pega:

O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel: a presença de um Anel mágico deixado de herança por seu tio vai mudar a vida de um hobbit…

Janela Indiscreta: após quebrar a perna, fotógrafo passa a espiar os vizinhos e vê sua vida mudar ao testemunhar aquilo que acredita ser um assassinato…

Ben-Hur: após ser traído por seu amigo, Ben-Hur vê sua vida mudar ao ser feito escravo…

E o vento levou…: quando começa a Guerra de Secessão, jovem sulista de origem abastada vê sua vida mudar…

Tentem vocês também e deixem aí na caixa de comentários.


O Som ao Redor

08/01/2013

Quem são seus vizinhos? Quem faz parte da comunidade que te cerca? Como ela foi formada? Como cada uma das pessoas que mora ao seu redor chegou até aí? São perguntas difíceis de serem respondidas, né? Então vou sacar uma que vai ser bem mais fácil de responder: como seus vizinhos te afetam?

O Som ao Redor (Brasil, 2013) mostra o dia da comunidade, mas não como entidade única e orgânica, e sim como uma colagem de pessoas diferentes que vez ou outra interferem ou sofrem interferência do microcosmos ao seu redor. Nesse sentido, dá para dizer tranquilamente que o ritmo como a história é conduzida, com seus planos longos e contemplativos trabalha muito bem para entramos no cotidiano da dona-de-casa ordinária que tem no cachorro do vizinho seu algoz, ou na vida do corretor de imóveis por força das circunstâncias. Vale ressaltar também a primorosa edição de som, que faz do silêncio ou dos pequenos ruídos elementos fundamentais para a construção de um cotidiano onde aparentemente nada acontece.

Sim, o cotidiano dos personagens é aparentemente estático, monótono. Como na vida real, reviravoltas não acontecem o tempo inteiro, como as pessoas esperam que seja num filme. Em O Som ao Redor as vidas seguem seus cursos esperados, cada qual com sua cadência lenta. Mesmo o surgimento da milícia, que a sinopse do filme trata como o ponto de virada na trama, em pouco afeta o dia-a-dia daquelas pessoas, que seguem suas vidas pacatas, envolvidas com seus próprios problemas.

Muito bacana ver um filme com tamanho apuro técnico (e me perdoem o ufanismo, mais legal ainda ele ser brasileiro). Um fotografia lindíssima, que contribui para a construção de planos impressionantes, sóbrios, mas tão cheios de beleza e força, que me arrisco a dizer que o filme não tem nenhum plano desnecessário ou descartável.

Tremendo filme, muito feliz na ideia de mostrar o indivíduo a partir do coletivo, para voltar a inseri-lo no coletivo. Realização muito feliz do cinema pernambucano e candidato desde já a melhor filme nacional do ano.

Cotação: 7 de 7 cachorros latindo.

Um adendinho: tô até agora tentando entender a sinopse “A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão.” Hein?!

 


Ano para estar em paz

02/01/2013

Amigos, em meados de 2010, o blog ficou movimentado em função de pequenas ofensas que eu e Felipe Neto trocamos no Twitter. Foram milhares de visitas de fãs dele, me ofendendo gratuitamente na maior parte dos casos, ou querendo discutir a manifestação do vlogueiro. O post está lá para quem quiser dar uma olhadela na caixa de comentários.

 

Mas não é para trazer polêmicas das cinzas que eu estou aqui. Vim para lhes dizer que no começo de dezembro estive com o Felipão, e agora tá tudo bem. Fizemos as pazes, ele confirmou que eu realmente sou gordo, e demos um efusivo abraço.

Deu até suadouro, tão emocionado que fiquei.

É isso, amigos. Vamos começar 2013 sem mágoas, sem rancores e com energia para celebrar a paz.