Ano para estar em paz

02/01/2013

Amigos, em meados de 2010, o blog ficou movimentado em função de pequenas ofensas que eu e Felipe Neto trocamos no Twitter. Foram milhares de visitas de fãs dele, me ofendendo gratuitamente na maior parte dos casos, ou querendo discutir a manifestação do vlogueiro. O post está lá para quem quiser dar uma olhadela na caixa de comentários.

 

Mas não é para trazer polêmicas das cinzas que eu estou aqui. Vim para lhes dizer que no começo de dezembro estive com o Felipão, e agora tá tudo bem. Fizemos as pazes, ele confirmou que eu realmente sou gordo, e demos um efusivo abraço.

Deu até suadouro, tão emocionado que fiquei.

É isso, amigos. Vamos começar 2013 sem mágoas, sem rancores e com energia para celebrar a paz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A reforma tributária feita na base de palavrões

27/04/2011

A história começa com um vídeo do Felipe Neto sobre o #precojusto.

Admito que minha primeira reação foi mencionar o Classe Média Sofre. Não tem nada mais classe média que um vlogueiro de Ray-Ban reclamando dos preços absurdos de iPads, Playstations e Blu-Rays do Harry Potter. Mas o desenrolar dos meus comentários no twitter (esse, esse e esse, por exemplo) tornam o debate necessário.

Vou resumir o vídeo. Em oito minutos, com muitos gritos e 36 palavrões, Felipe reclama da alta carga tributária brasileira sobre eletrônicos importados, jogos de videogame e Blu-Rays. Que a carga tributária brasileira é alta todo mundo sabe, mas os exemplos que o Felipe Neto usa são emblemáticos. O movimento é da classe média para a classe média. Ele não fala dos impostos em cascata sobre alimentos, não fala sobre o ICMS abusivo que os estados cobram sobre medicamentos. O problema aqui é com os importados.

Embora seja um pouco descabido no Brasil, país com tantas injustiças e brutal desigualdade de renda, acho que a classe média tem sim o direito de reclamar e protestar por iPads mais baratos. Uma democracia é isso, Felipe Neto com seus milhões de espectadores, falar para esse público sobre o que é um problema da classe deles. A classe média brasileira sempre se guiou pelo “ema ema ema”, não dá para esperar uma mudança a essa altura do campeonato, muito menos vindo de um garoto de 23 anos e seu público ainda mais jovem em sua maioria.

Fui lá dar uma lida no manifesto do #precojusto. Achei bem razoável, embora eu não tenha entendido bem o final:

“O manifesto #PrecoJusto tem o objetivo de enviar para Brasília a nossa insatisfação e revolta. Nele, basta você assinar com seu nome, email e CPF que nós tomaremos todas as medidas necessárias para que enxerguem nossa manifestação e, assim, possamos sair da Internet para conseguirmos uma lei.”

Então eles vão pegar um milhão de assinaturas e entregar ao “governo”, assim como se o governo fosse uma pessoa como uma queixa? Não tem nenhum senador ou deputado para quem eles queiram entregar? Não existe nenhuma proposta emenda constitucional que reduza a carga tributária, mesmo que seja só o imposto sobre importação? Então vocês querem ir até o governo entregar uma reclamação com um milhão de assinaturas?

Aí eu me lembrei do Jogo Justo, movimento que conheci no Nerdcast. A idéia é mudar a classificação fiscal dos videogames, para que a tributação recue um pouco. Hoje, videogame é considerado pela receita federal uma máquina eletrônica de jogo de azar, por isso o imposto sobre ela é tão agressivo.  Para dar corpo ao movimento, os caras organizam pequenas feiras onde você pode comprar jogos de videogame a preços módicos.

Embora o Jogo Justo seja um movimento restrito aos games, os caras tem um propósito claro sabem como buscar esse objetivo. Além disso, eles estão criando de si, com as feiras, comunidades para apoiá-los, estão buscando apoio popular. Por outro lado, o Preço Justo do Felipe Neto tem o próprio e a sua audiência e um vídeo com muita histeria, tudo isso para levar até Brasília um documento com… o maior mimimi do Brasil.

Mas não serei eu o reacionário. Vou assinar o manifesto, vou botar na mão do Felipe Neto e esperar que ele segure e agite. Vou fazer a minha parte e deixar que ele honre o compromisso de entregar isso pessoalmente a Dilma Rousseff. Se com um milhão de assinaturas Felipe Neto vai fazer a primeira revolução de sofá do Brasil, não sou que vou impedir.

Mas e se não der em nada, as centenas de fãs dele que me xingaram aqui e no Twitter vão cobrar alguma coisa dele?

Update:

O Rob Gordon também foi alvo dos trollzinhos que seguem o Felipe Neto, e publicou uma impagável resposta a eles.


Tico ficou de mal comigo

22/07/2009

A história é longa.

Durante o último jogo da seleção, o Ashton Kutcher (@aplusk) deu uma sacaneada no Twitter enquanto a seleção americana ganhava o jogo. Quando o Brasil virou, os brasileiros começaram a sacanear o cara e mandaram ele chupar. Foi o @christianpior quem levantou a idéia de colocarmos o #Chupa no trending topics do Twitter. Ashton Kutcher, demonstrando ser um cara bem humorado, não só participou da conversa, como também convocou a patroa, Demi Moore (@mrskutcher), para a campanha. Enfim, tem um resumo melhor aqui.

O que me leva a pensar que por um instante, Demi Moore e eu estávamos atuando juntos em uma mesma causa. Quem diria que um dia eu estaria tão próximo dela?

Há algumas semanas o #forasarney tá rolando no Twitter. Mas no começo dessa semana uns manés, que foram maravilhosamente chamados de “subcelebridades” se apropriaram do movimento para eles e tentaram fazer o #forasarney entrar no trending topics do Twitter. Eu poderia narrar como se deu a tentativa e como ela acabou frustrada, mas o xará Lucas Pretti fez isso melhor do que eu faria.

Eu poderia então, debochar sumariamente deles, mas o Cardoso fez isso com maestria que eu jamais teria.

Depois desse papelão, outras subcelebridades resolveram convocar, via Twitter, todos os indignados “comtudoissoqueestáaí” para diversas manifestações em todo Brasil. A frente dessa nova patota de “quase famosos”, Tico Santa Cruz. Durante a mobilização, Bruno Gagliasso, demonstrando grande familiarização com a ferramenta, divulgou seu telefone para todos os usuários que o seguiam.

E a manifestação? Bem, a manifestação não foi lá grandes coisas. Talvez os líderes do movimento tenham superestimado a sua capacidade de mobilização pela fama. No Rio, foram vinte e seis (escrevi por extenso para parecer mais) pessoas.

Diante do fiasco da manifestação, Tico Santa Cruz ficou revoltado e resolveu chamar todo mundo de acomodado no Twitter. Ora, não confunda um acomodado com um pragmático. Se ele deixasse de se comportar como um rebelde sem causa, um ativista das causas intermináveis, e procurasse ações que realmente levassem a construção de alguma coisa, ele entenderia a minha posição. Ideias não constroem prédios. Palavras de ordem só geram perdigotos.

Fiquei indignado sim. O sujeito não me conhece, está visivelmente desorientado e vem me chamar de acomodado. No auge da minha irritação mandei para ele uma pergunta, um questionamento, nada que ofendesse:

É, eu sei, faltou um ponto de interrogação.

É, eu sei, faltou um ponto de interrogação.

Depois disso ele me bloqueou. Sem perceber, Tico Santa Cruz assinou embaixo do que eu vinha dizendo até ali, que faltava maturidade política ao país, que não adianta apenas ir para as ruas gritar, que tem de haver diálogo dentro da sociedade e da sociedade com o poder público. O grande problema foi que Tico acabou também assinando seu atestado de tolo. Um sujeito que se propõe a ocupar o papel que ele ocupa deve estar disposto a receber críticas. Não pode haver brechas para a intransigência, Tico Santa Cruz definitivamente NÃO PODE REPRESENTAR ninguém em seus manifestos, simplesmente porque não tem a capacidade de ouvir uma ideia dissonante.

Eu não gosto de pensar que sou um sujeito muito esperto, mas ás vezes aparecer alguém se achando esperto, dá uma de otário e acaba por levantar a minha moral. Obrigado, Tico Santa Cruz. Não precisava de tanto.

Update: se uma imagem vale mais que mil palavras, quanto vale uma imagem com algumas palavras?

Eu nem reparei nisso.

Eu nem reparei nisso.

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Originalmente publicado em 03 de julho de 2009.


Pequenas notas inúteis

22/07/2009
  • A tal da Twittess malandreou o Twitter e acabou provocando a ira de blogueiros. O Cardoso e o CrisDias dizem que o script utilizado pela moça compromete a avaliação da real relevância dela. Sim, mas e daí? Senhores, o fato da Twittess trapacear para obter tantos seguidores não diminui o espaço e a relevância de ninguém. Quando vocês reclamam disso, fica parecendo vaidade, uma disputa de egos.

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  • Michael Jackson morre via Twitter. Reconheço o ícone que Michael Jackson foi para a música pop na década de oitenta, mas sinceramente fiquei mais triste quando o Bezerra da Silva morreu. Desagradável mesmo é a hipocrisia. Todo mundo tratava o Michael Jackson como a figura bizarra que ele se tornou, mas agora morto o sujeito virou santo de novo. As piadas mais inocentes ás vezes são repreendidas. Essa postura de que a morte redime todos os seus desvios me irrita.

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  • A seleção do Dunga contraria todos as previsões e começa a ganhar com tranquilidade. Contra a África do Sul, jogo mais difícil entre os últimos, o técnico fez uma alteração taticamente inexplicável e o jogador que entra faz o gol salvador aos 42′ do segundo tempo. O Dunga ainda por cima tem sorte. Muita gente ainda fala mal dele, o que me leva a pensar que eu não gostaria de ser treinador da seleção brasileira em nenhuma circunstância.

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  • No Irã a coisa tá feia, mas como bem notou o Marcos, todo mundo fala do Irã porque é o hype da vez. Há, contando muito por baixo, pelo menos mais uma dúzia de ditaduras cruéis espalhadas pelo mundo. O único diferencial lá no Irã foi a maneira como foram utilizadas novas mídias, especialmente o Twitter. No fim das contas a mídia tradicional teve que se deixar passar a mão na bunda. Deve ser triste ser anacrônico.

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  • Corram do novo ‘Exterminador do Futuro’. O visual ás vezes é bacana, mas o roteiro é uma peneira, as situações clichê se multiplicam, as melhores sequências são as “inspiradas” nos filmes anteriores da série, e, com exceção de Sam Worthington, todas as atuações são ridículas. A franquia que estava combalida depois do T3 (que pelo menos tinha o Schwarza) foi pro sal de vez. Se alguém tiver o telefone do James Cameron, agradeço.

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  • Por falar em cinema, as fotos do novo filme do Tim Burton me deixaram chapado. Famoso pelo estilo bizarro, o sujeito resolveu adaptar ‘Alice no País das Maravilhas’ e ‘Através do Espelho’, que como todo mundo sabe são livros tão fantasticamente malucos que até a adaptação da Disney foi lisérgica. No elenco, os suspeitos de sempre.

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  • Estou tentando ficar um mês sem beber. Mandem suas energias positivas, eu vou precisar.